quinta-feira, 5 de julho de 2012

Delírios noturnos




Minha pele queima, num desejo ilógico
Sem satisfação...
 Entre quatro paredes
Sou apenas um, 
e toco a cama fria
Querendo ir além da minha solidão
E curar esta febre que a paixão me causa
Mas, estou só... 
Possuo o tempo, a noite
e o pensamento...
 Mas, não sou dono de você
E nem por um momento te possuo, além do sonho
E se te vejo entrar... Sorrir pra mim...
E antes que me toque, sei que deliro
E se não me satisfaço, tudo que me sobra,
Ainda é o tempo... E todo o espaço, 
pra chorar
A minha solidão... 
E a falta completa de você.
 
Mary Paes Santana

2 comentários:

  1. A espera pode ser infinita e a solidão será a companheira.Lindo seu poema, parabéns.Beijos.

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  2. Interessante revisitar com você o poema, e a coincidência ou não das duas fotos em amarelo que é para mim a cor de um anostalgia sem fim. Fascinante.

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