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quinta-feira, 17 de abril de 2014

olhos meus...






tenho meus olhos mortos,
minguados...
tenho meus olhos pálidos,
no meu rosto cansado
aparentando mágoa.
tenho meu coração partido
meu corpo todo ferido
meu olhar tolo perdido
tenho meus pés que sangram
minha garganta que te chama
sufocando meus gemidos...
e minha cabeça que gira 
meus pensamentos sem prumo,
meus sonhos aniquilados.
tenho comigo a minha dor
minha sede, minha fome,
minha alma vagando sem rumo
perdida assim como eu
... perdido em nada em cegos caminhos, 
vãs palavras
que emudecem a boca sem cor...
tenho ainda o meu amor 
o desejo morto, o beijo sedento    
que não houve...
porém, ainda tenho a vida
a mais profunda ferida
causada pelo teu adeus...
tenho também os olhos meus...
mortos, minguados, por nunca mais
verem os teus.

by Mary Paes

terça-feira, 11 de setembro de 2012

De volta ao ninho da solidão

 google imagens

Tudo que passamos foi lindo
Você era o meu menino
Por você eu mergulhei
No mar das ilusões

Construí castelos frágeis demais
Pra durarem na efemeridade desses dias tão iguais
O encanto do teu olhar se perdeu do meu
E as horas te levaram a ocupar
Tempos que não eram meus

O silêncio ocupou o seu lugar
Dentro de mim
E os dias quentes se chocaram
Com o frio da minha estação

A porta se fechou... e ficaram os teus vestígios
encravados nas paredes,
Nos lençóis, na porta da geladeira, nas fotografias
Que não tive coragem pra rasgar...

Ainda ouço o canto
dos filhotes de passarinhos
que imitávamos todos os dias de manhã

É canto ou pranto?
É canto ou gemido?
É canto ou solidão?

É canto ou ninho?
É apenas pranto...
De um ser 
que jamais deixou de ser sozinho.

Por Mary Paes Santana






quinta-feira, 5 de julho de 2012

Delírios noturnos




Minha pele queima, num desejo ilógico
Sem satisfação...
 Entre quatro paredes
Sou apenas um, 
e toco a cama fria
Querendo ir além da minha solidão
E curar esta febre que a paixão me causa
Mas, estou só... 
Possuo o tempo, a noite
e o pensamento...
 Mas, não sou dono de você
E nem por um momento te possuo, além do sonho
E se te vejo entrar... Sorrir pra mim...
E antes que me toque, sei que deliro
E se não me satisfaço, tudo que me sobra,
Ainda é o tempo... E todo o espaço, 
pra chorar
A minha solidão... 
E a falta completa de você.
 
Mary Paes Santana

quarta-feira, 7 de março de 2012

A morbidez da madrugada mora em mim!



Vaga em mim 
A saudade e a dor 
A morbidez da madrugada 
Silenciosa e fria 
Mora em mim 

Os longos dedos da solidão 
Enlaçam meu corpo 
Tomando pra si 
Qualquer espera 

Qualquer ilusão de que teu riso chegue 
Surja do nada... Pra ficar 
E nunca mais se perca 
No elo de outro adeus

Por Mary Paes Santana

segunda-feira, 28 de março de 2011

Quando finalmente entendo...

Foto: Maksuel Martins

Quantas vezes meu corpo... pura matéria vã...
Provido de desejos, dores, prazeres e cóleras...
Deleitou-se na volúpia da carne... ardeu no fogo
Da luxúria... provou de pecados... e chorou.

Quantas vezes minha boca concordou
Enquanto meu coração dizia não
E a razão... o equilíbrio... a sensatez... estiveram fora de mim...

E eu não sabia... e deveria saber...
Que meu Ser não era apenas massa... corpórea ou cinzenta

Agora, quando finalmente entendo...

Meu corpo deleita-se nos desvarios dos sonhos
E adormece todas as noites
Nos braços aconchegantes do meu amor...
Por Mary Paes Santana 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A dor desse amor...

Imagem Internet: http://orioncoisas.blogspot.com

Se eu gritar a dor

Desse amor que me consome

Nada serei

Além de um homem que enlouqueceu

Você nem vai me escutar.

E se eu me calar, não serei louco

Apenas um tolo

Que se recolhe ao nada

Por medo de amar



Mary Paes Santana (Fragmentos) Imagem: Blog Orioncoisas

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Eu te amo

O que é o amor...

Se não esta dor que dilacera o peito...

Se não essa angústia de nada saber a teu respeito...

Se te falta o meu beijo...

A minha fala... Que sempre diz: “Eu te amo”.

O meu corpo nu em teu leito...

O que é o amor...

Se não meu sussurro por teu nome

Quando a saudade tua me consome...

Enquanto eu lembro teu cheiro

Teu suor... Tua língua a roçar meus seios?

O que é o amor se não um segredo

Que não pode ser revelado por causa do teu medo...

De assumir que me ama...

Que me chama em silêncio...

E pensa em minhas mãos que te tocam

Em pensamentos!

Meu amor!

O que é o amor?

Se não esta dor que mata a nós dois

Sem pena

Por Mary Paes - Foto: Maksuel Martins