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terça-feira, 11 de setembro de 2012

De volta ao ninho da solidão

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Tudo que passamos foi lindo
Você era o meu menino
Por você eu mergulhei
No mar das ilusões

Construí castelos frágeis demais
Pra durarem na efemeridade desses dias tão iguais
O encanto do teu olhar se perdeu do meu
E as horas te levaram a ocupar
Tempos que não eram meus

O silêncio ocupou o seu lugar
Dentro de mim
E os dias quentes se chocaram
Com o frio da minha estação

A porta se fechou... e ficaram os teus vestígios
encravados nas paredes,
Nos lençóis, na porta da geladeira, nas fotografias
Que não tive coragem pra rasgar...

Ainda ouço o canto
dos filhotes de passarinhos
que imitávamos todos os dias de manhã

É canto ou pranto?
É canto ou gemido?
É canto ou solidão?

É canto ou ninho?
É apenas pranto...
De um ser 
que jamais deixou de ser sozinho.

Por Mary Paes Santana






quinta-feira, 5 de julho de 2012

Delírios noturnos




Minha pele queima, num desejo ilógico
Sem satisfação...
 Entre quatro paredes
Sou apenas um, 
e toco a cama fria
Querendo ir além da minha solidão
E curar esta febre que a paixão me causa
Mas, estou só... 
Possuo o tempo, a noite
e o pensamento...
 Mas, não sou dono de você
E nem por um momento te possuo, além do sonho
E se te vejo entrar... Sorrir pra mim...
E antes que me toque, sei que deliro
E se não me satisfaço, tudo que me sobra,
Ainda é o tempo... E todo o espaço, 
pra chorar
A minha solidão... 
E a falta completa de você.
 
Mary Paes Santana

domingo, 4 de setembro de 2011

Livre para ser sozinho



Eu quero um pouco de me sentir só...
Quero um pouco do nada pra falar
Quero o vazio do silêncio...
Minhas mãos frias...
As paredes frias... O esmo dos pensamentos...
A cama grande...
Os desvarios dos sonhos sem razão...

Eu quero um pouco do sal...
Das lágrimas... Do mar da solidão
Quero o sal... A saudade de mim...
Do que fui... Do que sou...
Do nada que não sei se sou... Ou que sei... Que fui...

Quero meus dedos... A tinta... O papel em branco...
As letras...
Quero minha inspiração...
Fugir do caminho certo...
Me perder...

Cair do barranco... Me sujar na lama...
Não ter hora pra voltar...
Não voltar atrás...
Ou voltar... Qualquer hora...

Quero ser livre para ser sozinho...
Ou não ser... Sozinho.
Eu quero um pouco de ser poeta...
Ser poeta...
Só!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Pensam que sabem de mim...


Foto: Maksuel Martins

Ah... Que tolos são...
Pensam que sabem de mim...
De mim só sabe a solidão!

Por Mary Paes Santana