Fujo das horas malditas... Das horas solitárias...
Que se arrastam nas madrugadas frias...
Fujo dos fantasmas que assombram os espaços que me sobram!
Tento fugir de mim... Pra conseguir esquecer você!
Considero a inutilidade de tudo que meu coração pulsa...
Puros delírios, desperdícios... Coração “masô”!
Que suscita pensamentos de dor...
De prazer, luxúria... E de todas as frases de amor!
De tudo o que não posso fugir... Por ser o que sou!
O outro eu...
Aquele que reage aos meus impulsos
Ainda me impede correr pelas ruas
A gritar que sou tua...
Que por você ainda morro, qualquer dia...
Antes que a lua possa beijar o meu olhar
Antes que os navios ancorem nos portos
Antes que eu descubra o sol por trás da escuridão...
Porque depois... Depois não morro mais... Pois,
Posso descobrir que ainda sou eu
Bem antes de ser você!
Por Mary Paes Santana Foto: Maksuel Martins