segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O Funeral da Esperança!

Imagem do blog:saude-joni.blogspot.com

Ai como incomoda essa falta de verdades, esse branco, esse nada!

Como incomoda esse silêncio... Esses disfarces... Essas caras sem alma!

Ai como incomodam esses discursos... As palmas, o palanque, o bis...

Esse nada vai mudar! Esse desperdício... De atenção a coisas inúteis!

Incomoda... Essa conspiração...

Mentiras?? Interesses?? Favores??

Incomodam os sorrisos... Falsos, irônicos, insensatos...

Ai como incomoda esse tapinha nas costas, esse aperto de mãos...

Essa mesmice!!!

Essa cara de pau!!!

Como incomoda essa falsidade mútua... Cara a cara, olho no olho!!!

O personagem de herói!! E a sua plateia!!!

Esse mundo de faz de contas...

Como incomoda o comodismo... A alienação, o medo, o silêncio, as vítimas...

Incomoda a realidade... A pompa exibida por poucos, contrastando com a prostituta na esquina,

o cheira cola na sarjeta, a criança dormindo sobre o papelão, o prato vazio,

o caderno em branco!!

O funeral da esperança!


Por Mary Paes Santana

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O Fim


O vídeo torna visível o momento de angústia de alguém que, embora faça parte de todo um contexto social ativo, permanece intimante só. Suas inquietações e impotência diante da realidade o empurram drasticamente para O Fim.
Mary Paes é poeta contemporânea.

As imagens que aparecem neste vídeo são fragmentos de cenas gravadas na cidade de Macapá/AP e pertencem ao arquivo pessoal dos produtores.

Texto: Mary Paes
Edição: Maksuel Martins
Narração: Mary Paes
Ano: 2011
Tempo: 3m

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Entre o céu e o inferno

Foto: Maksuel Martins

"Entre o céu e o inferno existe o interstício da dúvida"


Delírios

Minha pele queima, num desejo ilógico

Sem satisfação...

Entre quatro paredes

Sou apenas um...

E toco a cama fria

Querendo ir além da minha solidão

e curar esta febre que a paixão me causa

Mas, estou só...

Possuo o tempo, a noite

e o pensamento... Mas, não sou dono de você

E nem por um momento te possuo, além do sonho

E se te vejo entrar...

Sorrir pra mim...

E antes que me toque, sei que deliro...

E se não me satisfaço, tudo que me sobra

Ainda é o tempo... E todo o espaço pra chorar

A minha solidão...

E a falta completa de você.

Por Mary Paes Santana

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Nada pode ser tão complexo quanto o próprio nada

Foto: Maksuel Martins

Fomos tão bem feitos, perfeitos... Somos puramente fatos... Filhos natos do nosso destino...

Meu ser me encabula... Por um tempo me desespero... Por outro me alegro...

Chego a não me entender... A me pertencer a outro mundo.

E me pergunto: “quem sou eu?”... Sem respostas,

Me flagro contido no silêncio... Na solidão contínua que me segue pelo tempo...

E nos meus pensamentos, imagens oscilam como pêndulos nas minhas lembranças...

Lembro-me do amor, da casta adolescência... De um afago paterno nos cabelos...

E tudo se perde como tudo se perde...

O amor e a dor são aliados constantes... Por qualquer caminho que se ande...

Nasci poeta, porque poetas se destinam a sofrer por toda dor...

Nasci pra amar profundamente, com toda a alma... De todo coração...

E se por algum tempo, eu não puder mais amar... Então estarei morto...

E nesse tempo que chega e vai... Me torturo... Ainda estou só...

A madrugada parece uma dama, que se perfuma e se doa a todos os poetas, que fazem dela,

uma musa das suas inspirações...

E meu tempo passa... Como tudo passa...

E além de tudo, não há mais nada pra eu deixar passar... Pois, a solidão jamais me abandona...

E somente para ela, gostaria que houvesse fim.

Por Mary Paes Santana

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Amo-te

Foto: Maksuel Martins

"Satisfaz-me roçar meus lábios em teus seios

Quando latente, teu coração

De amor me afoga..."

Por Mary Paes Santana (fragmentos)

sábado, 29 de janeiro de 2011

Sentidos

“Respirar e amar tem o mesmo sentido para mim

Sem qualquer um dos dois, estarei morto”.

Por Mary Paes Santana (Foto: Alexandre Brito)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Aniversário da Luana

“... Não quero mais ficar sozinha... Me perdendo nesses dias sem te ver...

Não diga que não sente saudade... Do meu jeito desleixado...

Das luzes que deixo acesas...

Do chão do banheiro molhado... (Mary Paes)

Pra você Lu... o refrão da música “Chão do Banheiro Molhado”... Que você adora!!! Felicidades minha amiga linda!!!