Foto: Maksuel Martins Fomos tão bem feitos, perfeitos... Somos puramente fatos... Filhos natos do nosso destino...
Meu ser me encabula... Por um tempo me desespero... Por outro me alegro...
Chego a não me entender... A me pertencer a outro mundo.
E me pergunto: “quem sou eu?”... Sem respostas,
Me flagro contido no silêncio... Na solidão contínua que me segue pelo tempo...
E nos meus pensamentos, imagens oscilam como pêndulos nas minhas lembranças...
Lembro-me do amor, da casta adolescência... De um afago paterno nos cabelos...
E tudo se perde como tudo se perde...
O amor e a dor são aliados constantes... Por qualquer caminho que se ande...
Nasci poeta, porque poetas se destinam a sofrer por toda dor...
Nasci pra amar profundamente, com toda a alma... De todo coração...
E se por algum tempo, eu não puder mais amar... Então estarei morto...
E nesse tempo que chega e vai... Me torturo... Ainda estou só...
A madrugada parece uma dama, que se perfuma e se doa a todos os poetas, que fazem dela,
uma musa das suas inspirações...
E meu tempo passa... Como tudo passa...
E além de tudo, não há mais nada pra eu deixar passar... Pois, a solidão jamais me abandona...
E somente para ela, gostaria que houvesse fim.
Por Mary Paes Santana